Participantes

David Zink Yi

1973, Lima, Peru; Berlim, Alemanha

Sem título (Architeuthis), 2010 | Vista de instalacão da exposição Manganese Make my Colors Blue, MAK-Gallery, Viena, 2010 © Wolfgang Woessner/MAK

A lula-gigante (architeuthis), que pode atingir até 13 metros de comprimento, tem um lugar especial nas fábulas populares, bem como na imaginação literária. Tanto Herbert Melville como Júlio Verne, por exemplo, mencionam em suas histórias encontros dramáticos com esse monstro do mar. Até uma década atrás, não havia registros fotográficos do animal em seu hábitat natural. Hoje em dia, é possível encontrar na internet diversos vídeos que, supostamente, mostram seus tentáculos em movimento.
       Nesse sentido, o animal é como uma tela na qual humanos projetam suas fantasias a respeito da catástrofe natural e da impotência humana. Ele personifica um lugar abstrato, onde a natureza e o homem colidem violentamente. Aparentemente, as lulas-gigantes estudadas e vistas até hoje, em sua maior parte, são animais doentes que chegam à costa para morrer. Será que contam uma fábula da natureza no fundo do mar não só de terror, mas também romântica, de extinção e solidão?